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Guia de adoção de pets

Publicado em 31 de Aug de 2017 por Victoria Bassi Comentar

Siga nosso passo a passo e leve para casa um mascote feliz

Texto Juliana Almeida | Foto Shutterstock | Adaptação web Victoria Bassi


Adotar é um ato de amor. A frase, que soa meio clichê, é mote de todas as ONGs de animais. Isso porque a adoção envolve um grau de compromisso grande, além de desprendimento com as questões de raça e pedigree comumente associadas aos peludos domésticos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem mais de 13 milhões de cachorros abandonados e 6 milhões de gatos na mesma situação, e a maioria acaba em abrigos que lutam com poucos recursos para criá-los até encontrarem um lar final digno para eles – o que não acontece em 90% dos casos. Animais esses queforam maltratados, atropelados,rejeitados – por adoecer, crescer demais ou gerar gastos a mais–, ou simplesmente nasceram já tendo de dividir espaço com dezenas de pets em instituições voluntárias ou nas ruas.

O QUE VOCÊ DEVE SABER

Ao acolher um mascote, você ganha um companheiro fiel para toda a vida, porque um animal adotado é um animal grato. Você provavelmente não saberá muito sobre o pet, mas não subestime a inteligência de um vira-lata, que pode, sim, ser ensinado e se adaptar à sua casa. Mas essa e outras questões devem ser consideradas antes, durante e depois do processo de adoção, para garantir um encontro feliz entre você e seu novo amigo.

NA HORA DA DECISÃO

Decidir adotar um animal vai além de apenas querer ter um bichinho de estimação para brincar ou ajudar os peludos abandonados. É preciso lembrar, mesmo que pareça óbvio, que o mascote vai acompanhar o tutor por vários anos, e que os cuidados básicos devem ser respeitados, de acordo com a Lei da Posse Responsável de Animais – e a nossa consciência! Por isso, antes de adotar, é essencial absorver a informação de que o animal será um novo membro da família, e não uma mera aquisição.

Gastos com alimentação, idas ao veterinário, vacinação, vermifugação e higiene devems er previstos e adicionados ao orçamento do mês, de forma que não atrapalhem as finanças. Além disso, é importante que todos os moradores da casa estejam envolvidos nessa causa. “O animal adotado na maioria das vezes sofreu maus-tratos, é arredio, então temos de ter muita paciência para introduzi-lo ao novo ambiente”, aponta a veterinária Fernanda Sansigolo,d e São Paulo (SP).

A principal dica é: não agir por impulso ou motivado só pela fofura dos animais. Pesquise muito e converse com sua família. Decidam juntos o porte do animal a ser adotado de acordo com o espaço disponível e distribuam as tarefas e cuidados que serão destinados ao pet. E, principalmente, separe em seu dia a dia bastante paciência e amor para recebê-lo.


DECIDI ADOTAR, E AGORA?

Se sua decisão foi tomada e você realmente quer e pode adotar um pet, chegou a hora de buscar uma ONG ou cuidador de confiança para a escolha do novo membro da família. “Para isso, temos de acompanhar o trabalho da instituição de perto, para ver os cuidados prestados aos animais. As ONGs invariavelmente têm um orçamento bastante limitado, mas conseguimos detectar facilmente quando o trato com os animais é feito de forma adequada e, claro, carinhosa”, enfatiza Fernanda.

A internet também facilita muito a pesquisa de instituições. Muitas ONGs já têm seu próprio site, em que disponibilizam fotos dos animais e do espaço em que eles ficam. Notícias e depoimentos são sempre boas fontes de informação para averiguar se você se identifica com o local e seus conceitos.

AMBIENTE IDEAL

A residência também deve ser preparada para receber seu novo amigo, de forma que se crie uma atmosfera receptiva e que supra as necessidades do animal. “Indico separar um canto especial para o peludo na casa, com a caminha ou tapete, comedouros e local que sirva de banheiro. Um brinquedo ou outro também ajuda a deixar a área ainda mais confortável”, ensina Fernanda.

Caso a morada seja um apartamento ou sobrado, é importante o uso de telas de proteção para os gatos. Já em casas grandes, se a intenção for limitar o acesso do cão a uma área determinada, aquelas portas baixas são ótima opção para o pet entender desde o primeiro dia que não pode entrar. E se a data de chegada do animal se aproxima, marque uma consulta com um veterinário de confiança, e verifique com ele a possibilidade de esterilizar a casa contra pulgas e carrapatos.

O PROCESSO DE ADOÇÃO

Obviamente, se você adotar um animal que se encontra sob os cuidados de um voluntário, não existem trâmites envolvidos, apenas a busca do companheiro. Porém, se a sua ideia é adotar um amigo por meio de ONG, é provável que tenha de passar por um processo para a adoção. O candidato deve se apresentar no local com RG, CPF e comprovante de residência atualizado. Em caso de adoção de gato, é necessário portar uma caixa de transporte adequada. No próximo passo o interessado é entrevistado pelos responsáveis pela instituição. Essa pré-seleção é feita para analisaro perfil dos aspirantes a tutor e evitar possíveis abandonos no futuro.

“A maioria das ONGs aceita devolução em caso de não adaptação. Para evitar esse transtorno, as instituições idôneas fazem um processo longo, a fim de terem certeza de que a pessoa está disposta a cuidar do animal e possui condições de mantê-lo”, explica Isabella Vincoletto, médica veterinária da Vetnil. Sim, o método pode ser cansativo e menos prático do que você pensava, mas leve em conta que essas burocracias são pensadas para garantir o bem-estar do mascote órfão.

Após a escolha do animal e autorização da ONG, solicite os certificados de possíveis vacinações e vermifugações para apresentar ao veterinário. “Depois de adotar um bicho de estimação, temos de levá-lo imediatamente a um veterinário para um exame clínico completo. Além de aplicar vacinas, é recomendado também usar produtos para prevenir pulgas e carrapato”, aconselha Fernanda.

Revista Meu Pet Ed.22

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