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Hora da escolha: macho ou fêmea?

Publicado em 02 de Jan de 2018 por Victoria Bassi Comentar

Conheça todas as diferenças entre os gêneros para te ajudar na escolha do seu cãozinho!

Por Camila Rodrigues | Foto Shutterstock | Adaptação web Isis Fonseca

Macho ou fêmea

Escolher o seu mascote no meio de uma ninhada não é uma tarefa fácil. Além da fofura, há um fator importante: macho ou fêmea? Para Luelyn Jockyman, veterinária do Animaletto Saúde e Bem-Estar, em Campinas-SP, não existe muita diferença entre os dois gêneros. O que ocorre são comportamentos específicos que os distinguem.

“Treinadores, criadores e veterinários possuem percepções individuais sobre machos e fêmeas – e, muitas vezes, contraditórias. Isso prova que não podemos afirmar que um cachorro se comporta de uma forma e que uma cadela se comporta de outra.”

Porém, ela salienta que elementos como carisma, afinidade e características físicas são critérios cruciais na hora de escolher o novo membro da família.

Já para João Batista, sócio-proprietário do Canil Tajj Mahall, em São José dos Pinhais-PR, a escolha depende do gosto da família. “Muitos não escolhem as fêmeas por causa do cio – que acontece de duas a três vezes por ano. Outros não pegam os machos pela marcação de território”, explica.

Para entender melhor a diferença entre os sexos, a revista Meu Pet procurou especialistas para tirar todas as suas dúvidas sobre machos e fêmeas e te ajudar a fazer a melhor escolha.

O que devo saber sobre as fêmeas?

1- A castração é mais complicada

Como é feito o processo cirúrgico? A cadela sofre muito durante a operação? Essas são algumas das perguntas que passam pela cabeça dos tutores antes de levar a peluda ao consultório. Segundo Luelyn, a castração nas fêmeas é um processo necessário para manter a saúde em dia, mesmo sendo bastante invasivo. “A cirurgia é feita mediante uma incisão no abdômen para a retirada do útero, ovário e trompas”, salienta a especialista, que explica ainda que o animal pode ir para casa no mesmo dia. “Só precisa usar uma roupa cirúrgica para evitar a lambedura nos pontos. Em relação à medicação, é prescrito um anti-inflamatório e analgésico para minimizar possíveis incômodos”, acrescenta.

2- Gravidez psicológica

Aumento das mamas, produção de leite, organização de ninhos e adoção de objetos ou animais como filhotes. Esses são alguns dos sintomas da pseudociese – mais conhecida como gravidez psicológica. Essa doença ocorre quando o hormônio da progesterona, responsável pela preparação do útero, está em níveis mais baixos e a prolactina, hormônio que estimula a produção de leite, em quantidades altas no organismo. Essas alterações produzem uma sensação falsa de gravidez no animal. De acordo com Claudia Saraiva, médica veterinária da ONG Paraíso dos Focinhos, no Rio de Janeiro- RJ, “esse é um problema que pode ser sanado com a castração da cadela”.

3- Possuem maior risco de câncer

As fêmeas são mais propensas a desenvolver câncer, como tumor nas mamas e piometra (infecção no útero). “Se o animal for castrado antes do primeiro cio, a chance de desenvolver a doença é praticamente zero. Após esse período, sobe para 8%. Já no terceiro cio, o número aumenta para 25%”, ensina Luelyn, que recomenda que os tutores castrem seus animais como maneira de prevenção. Já os outros tipos de câncer podem ser adquiridos a partir de fatores genéticos ou provenientes da própria raça, aponta a veterinária.

4- Latem demais

Você já deve ter ouvido que as fêmeas são mais barulhentas. Para André Barreto, adestrador, de São Paulo-SP, as cadelas costumam mesmo latir mais que os machos. Mas, ao contrário do que se pensa, o maior motivo para essa vocalização excessiva não é o sexo, mas o fator genético. “O grupo dos Terriers e o dos Pastores possuem maior suscetibilidade a latir”, diz, completando que o ambiente em que o pet está inserido também é determinante: “Donos que gritam muito, o acesso direto à rua e a educação dada podem levar os cães a latirem mais”, complementa. Além disso, problemas deansiedade são outra causa damania desagradável.

5- São mais carinhosas com crianças

O senso comum que diz que as meninas são mais delicadas não fica apenas no mundo dos humanos. “Existe uma corrente – fruto de observação de criadores – que diz que as fêmeas são mais amorosas e tolerantes com as crianças”, completa Luelyn.

O que devo saber sobre os machos?

1- São animais territorialistas

Não importa a idade ou porte físico do cachorro, marcar o seu território por meio da urina ou de fezes é um comportamento natural do macho. Para Luelyn, omelhor a fazer é castrar o seu companheiro entre o 6º e 10º mês de vida. “O objetivo é impedir que ele adquira esse hábito inconveniente”, enfatiza. Já o adestrador Barreto acredita que os tutores que não quiserem fazer a intervenção cirúrgica devem treinar bem seus mascotes buscando minimizar esse problema. “Para suprimir essa necessidade, o dono deve levá-lo para passear diariamente e também disponibilizar lugares para que o pet possa deixar suas marcas sem problemas”, comenta.

2- São mais bravos

De acordo com Barreto, os machos costumam ser mais agressivos que a fêmeas. Para Ricardo Tubaldini,médico veterinário do CachorroGato, “às vezes, na matilha, o macho acaba se sobressaindo por causa da marcação de território, e isso faz com que alguns donos o considerem mais agressivos”. Para minimizar essa atitude, Barreto compartilha uma dica: “O animal deve passar por um processo de educação básica baseado em recompensas. ”Comandos, como “senta” e “fica”, para receber comida são grandes aliados para acalmá-lo".

3- Comem uma maior quantidade de ração

Para Batista, como os cachorros machos são maiores, em geral, requisitam maiores porções de alimento durante odia. Mesmo com essa notável diferença de porções, não há estudos que comprovem que para cada sexo deva ser oferecido um alimento próprio. Essa teoria também não tem embasamento científico, mas é algo que criadores e veterinários recomendam aos clientes que pretendem adquirir machos.

4- Dominam o ambiente

A dominância dos cachorros pode ser em relação às pessoas ou a outros cães que convivem no mesmo ambiente ou são encontrados em passeios. “Os machos, por serem maiores que as fêmeas, são mais dominadores”, afirma Luelyn. A especialista diz que os cachorros costumam respeitar animais maiores e possuem uma postura mais rígida.

5- Podem ser bons cães de guarda

O macho tem a tendência de proteger a si mesmo, a sua família, o seu território e o entorno”, assevera Barreto. O adestrador diz que a maioria dos cães de guarda é do sexo masculino, e que os clientes costumam solicitar cachorros, e não cadelas, para desempenhar a função de responsabilidade. O treinador aponta que, além do gênero, determinadas raças são mais aptas para desenvolver o papel de guarda-costas. “O Pastor Alemão, Rottweiler, Dobermann e Fila Brasileiro são considerados ótimos defensores, pois já nascem com o instinto de proteger os tutores e o espaço.

Já sabe qual escolher? Conte para nós!

Adaptado de Revista Meu Pet Ed. 19 

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