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Saiba como identificar a sarna negra em cães

Publicado em 21 de Dec de 2015 por Victoria Ragazzi Comentar

Além de não transmissível pelo contato e de difícil cura, esse tipo de sarna é comumente confundido com a sarna comum

Texto: Fátima Chuecco | Adaptação: Victoria Ragazzi |

SINTOMAS:

Queda de pelos, eritema cutâneo (vermelhidão), descamação e hiperqueratose (pele grossa parecida com a de elefante) são alguns dos sintomas visíveis da doença. Além da aparência causada pela perda dos pelos e crostas na pele, a doença causa um cheiro forte característico e desagradável. A pele fica seca, grossa e sangra facilmente.

Segundo a médica veterinária Carolina Oliveira Araujo, especializada em dermatologia (RJ), o exame conhecido como “padrão ouro” para o diagnóstico da sarna negra é o raspado cutâneo (uma raspagem na pele): “A presença de um único ácaro ou de suas formas evolutivas já caracteriza a doença. A biopsia é indicada nos cães das raças Shar Pei, Old English Sheep Dog e Scottish Terrier, pois apresentam pele mais grossa. Nos casos crônicos da doença, em que já se observa o engrossamento da pele, a biópsia também é indicada.”


(Foto: Reprodução)

É importante ressaltar que para desenvolver a doença o animal precisa ter o ácaro na pele e apresentar um defeito na função do linfócito T (grupo de glóbulos brancos que são os principais responsáveis pela imunidade celular) específico ao Demodex sp. A sarna negra não é uma zoonose e, portanto, não pode ser passada de animal para animal nem de animal para o ser humano.

Mas há uma predisposição hereditária em algumas raças. “As de pelo curto como Pit Bull, Pug, Bull Terrier, Buldogue Inglês, Pastor Alemão, Dálmata, Teckel, Terriers, Pinscher e Boxer parecem ser mais predispostas, porém, a enfermidade também já foi descrita em raças de pelo longo e em cães sem raça definida”, detalha a veterinária.


(Foto: Reprodução)

Segundo a médica veterinária, o tratamento consiste em eliminar a superpopulação de ácaros, tratar as alterações secundárias como infecções bacterianas ou fúngicas, seborreia e a coceira (se houver). “Também é preciso acabar com fatores que podem influir no sistema imunológico, como cio, gestação, desnutrição, doenças debilitantes e tratamentos imunossupressores (corticoides, quimioterapia). Geralmente é um percurso longo, com reavaliações mensais e, depois, trimestrais”, diz.

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