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Porquinho-da-índia: um roedor que adora brincar

Publicado em 21 de Jul de 2017 por Victoria Bassi Comentar

Apesar de ser ótimo para crianças, já que é dócil, o bicho precisa de incentivo para socializar. Saiba o que fazer

Texto Lygia Haydée | Foto Shutterstock | Adaptação web Victoria Bassi

Ótima companhia para quem gosta de animais, o porquinho-da-índia é um bicho muito dócil. Entre os roedores, é o mais indicado para crianças, já que dificilmente morde e raramente é capaz de transmitir doenças aos humanos. Além disso, eles podem ser mantidos com outros animais, desde que sejam acostumados gradativamente e com supervisão. E isso se deve ao fato de eles serem medrosos e um pouco ressabiados, isso até mesmo nos primeiros contatos com os seus tutores.

fofo roedor necessita de alguns cuidados especiais. “Por virem de um local frio, não ficam bem se expostos ao sol forte ou se forem mantidos em espaços sem ventilação ou muito abafados”, comenta Cynthia Carpigiani, docente do curso de Medicina Veterinária do Complexo Educacional FMU.

ADAPTAÇÃO EM CASA

Uma vez acostumados com o ambiente onde vão morar, os porquinhos-da-índia podem se tornar grandes companheiros de brincadeiras. No entanto, para que sua adaptação ocorra de forma adequada, é preciso estar atento a alguns detalhes. “Por viver solto na natureza, quando vive em ambiente fechado esse animal geralmente apresenta características como medo e, de acordo com o ambiente, pode ficar assustado. Então, é preciso se lembrar disso durante a aproximação e as brincadeiras”, avalia Cynthia. Assim, ele deve ser manuseado calmamente e próximo ao chão, para evitar quedas e possíveis fraturas.

COMO FAZER AMIZADE

Quando você sair de casa, preste atenção ainda ao canto do seu amigo. “Sem supervisão, é indicada a manutenção do mascote em gaiolas metálicas de pelo menos 60 por 40 cm, com frasco de água limpa e pote com ração específica, além de vegetais ricos em fibras e vitaminas, como couve, couve-flor, cenoura, feno de alfafa etc.”, aconselha Cynthia. Isso porque, uma vez soltos e sozinhos, eles podem buscar distrações pela casa, como roer batentes de portas, pés de móveis e até mesmo fios elétricos.

Para que perca o medo, não basta estar apenas no mesmo ambiente que ele, deixando-o dentro da gaiola .Socialize passando alguns momentos brincando com o pequenino, que, apesar de ser um roedor, geralmente não salta nem escala como outros animais da mesma espécie. Por essa característica, ele pode ser mantido fora da gaiola quando o tutor está em casa, desde que esteja contido por um muro baixo.

A hora da alimentação também pode ser uma boa ideia para fazer com que o porquinho-da-índia fique mais sociável, já que, como são capazes de interagir muito bem com seus tutores, todas as vezes que querem alimento, atenção e brincadeiras emitem uma vocalização característica e facilmente identificada. “Mas preste atenção: por serem herbívoros, eles precisam de alimentação rica em fibras para facilitar o desgaste de seus dentes, que apresentam crescimento contínuo”, ressalta a médica veterinária Cynthia.

HORA DA BRINCADEIRA

Outra dica para ganhar a confiançado seu pet é usar a comida como incentivo. Tente dar parte da refeição do porquinho-da-índia com a mão. Isso faz ele associar o gesto com carinho.

Esses animais realmente adoram brincar. Por isso, para interagir como seu bicho de forma positiva e fazer com que ele também se divirta, alguns passatempos são bastante indicados. Experimente, por exemplo, a brincadeira de buscar alimentos. Esse é um dos passatempos prediletos de um porquinho-da-índia. “Você pode fazer trilhas com pedaços de vegetais frescos, que o estimulam a se movimentar e a se distrair. E dessa maneira ainda se pode evitar o ganho excessivo de peso por períodos ociosos na gaiola”, ensina a veterinária.

Tente também pegá-lo no colo para um carinho vez ou outra. Mas segure-o direito para que ele sinta confiança. O ideal é que você não o aperte, mas dê o suporte necessário. Para tanto, coloque uma mão de baixoda barriga e uma por cima dele, perto do pescoço. Segure-o próximo do seu corpo e faça muito carinho no mascote.

Revista Meu Pet Ed. 48

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