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Cachorra tetraplégica foi adotada e trouxe muita felicidade para família

Publicado em 22 de Sep de 2017 por Victoria Bassi Comentar

Pink, a cachorrinha tetraplégica abandonada, ganhou um novo destino e transformou a vida de seus tutores

  • A chegada de Pink mudou a vida dos pais de Marianna, que hoje se divertem mais e se estressam menos

  • Marianna atendeu a mascote tetraplégica na clínica em que trabalhava e se afeiçoou imediamente

  • Para proporcionar qualidade de vida à cadelinha Pink, a família criou um carrinho eficaz para levá-la a passeios

Texto Bruna Gonçalves | Foto Divulgação | Adaptação web Victoria Bassi

Enquanto milhares de animais habitam os lares brasileiros com donos atenciosos e cheios de amor, existem outros tantos que estão nas ruas, desamparados, correndo risco de vida e sem esperanças de um novo destino. Segundo estimativa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil são mais de 20 milhões de cães nessa situação. Pink, hoje com 4 anos, fazia parte dessa estatística.

RESGATE TRISTE

Em 2013, a pet SRD foi resgatada e levada para a clínica veterinária onde trabalhava Marianna Pantano, de Santo André, no ABC Paulista. A mascote havia sido encontrada dentro de uma caixa de papelão em uma avenida bem movimentada da cidade, e foi a veterinária quem fezo primeiro atendimento. “Quando chegou, ela só mexia a cabeça e, a princípio, suspeitamos que a tetraplegia que apresentava era decorrente da cinomose, uma doença infecciosa que acomete cachorros de rua ou que não são vacinados”, relembra.

A peluda precisou ficar internada para fazer um tratamento para ganhar força e peso. “Quando ofereci água na seringa, ela tomou desesperadamente, foi uma cena que marcou muito. Não sabíamos há quanto tempo estava abandonada na avenida, passando frio, fome e medo. Como fiz o atendimento, desde então criamos um vínculo muito forte”, afirma. O nome Pink foi escolha de Marianna e das colegas de trabalho na época. “Quando chegou na clínica, ela tinha estranhamente todas as unhas pintadas de cor de rosa, por isso a chamamos carinhosamente assim.”

DESTINO CERTO

Durante o tratamento, Pink também aguardava ser adotada, mas o seu destino já estava traçado e muito próximo dela. “Fui tentando convencer os meus pais aos poucos. Minha mãe aceitou fácil, porém meu pai foi relutante. Falei que talvez fosse revezar com mais duas meninas que trabalhavam na clínica enquanto não encontrássemos alguém para adotá-la, mas na verdade nada disso aconteceu e estamos com Pink até hoje”, conta.

No começo, a médica veterinária era responsável por todos os cuidados, mas logo os pais se envolveram e Pink virou a mascote da família. “O mais engraçado é que, quando ela chegou em casa, ficava na lavanderia, depois passou para a cozinha, para a porta da sala e quando vimos estava dormindo no sofá e nos quartos, virou o xodó de todos”, confessa.

Atualmente, Pink dorme no quarto dos pais de Marianna. “Ela aprendeu a latir para tudo o que quer, seja para avisar que está cansada de ficar na mesma posição, quando quer fazer xixi e cocô ou está com fome. Inclusive, quando esquentamos a comida dela no microondas (ela come ração durante o dia e carne com arroz à noite), late para nos avisar que já esquentou”, se diverte.

REVELAÇÃO DO DIAGNÓSTICO

Marianna não abriu mão de investigar mais a fundo a causa da tetraplegia de Pink. “Ela fez fisioterapia, acupuntura, mas foi na ressonância magnética que descobrimos que  acausa era uma subluxação atlantoaxial, um problema congênito que ocorre na segunda vértebra cervical. Mesmo com cirurgia não houve sucesso”, revela. Ainda assim, a mascote é supersaudável, só tem tendência a infecção de urina e cistite por contada tetraplegia. “Digo que ela veio parar na casa da pessoa certa, porque sempre precisa fazer exames, tomar medicamentos e talvez no lar de outra pessoa não tivesse tanta assistência”.

Marianna ressalta que é muit oraro ela ou os pais deixarem Pink com alguém. “Não passamos essa responsabilidade para os outros, sabíamos que teríamos que nos adaptar e sempre revezamos, seja quando eu ou os meus pais precisam sair.” Além disso, Pink costuma ser arisca com outras pessoas e animais, por ter um instinto de autodefesa.

Mas os pais da veterinária se apegaram tanto à cachorra que a levam para todos os lugares. “Como Pink precisa de muitos cuidados e atenção, como trocá-la de posição e limpar o xixi e o cocô, para evitar assaduras e feridas no corpo, eles criaram um vínculo muito forte e proporcionam o melhor para ela.”

Revista Meu Pet Ed. 49

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