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Cachorro com dor ao andar

Publicado em 16 de Dec de 2017 por Victoria Bassi Comentar

Conheça a displasia coxofemoral, doença ortopédica hereditária que atinge as articulações do quadril do cachorro

Por Bruna Gonçalves | Foto Arquivo pessoal | Adpatação web Isis Fonseca

Dor ao andar

Karusna, 13 anos, da raça Labrador, sempre foi muito brincalhona e agitada. Mas há três anos sua dona, a economista Katia Trevizan Conconi, de São Bernardo do Campo (SP), começou a notar mudanças no seu comportamento.

A cachorra passou a mancar ao caminhar, fazer muito esforço ao levantar como se estivesse com dor e a reclamar das caminhadas – que antes eram adoradas – das viagens rotineiras que a família faz.

Katia, então, levou a cadela em sua veterinária de confiança, que a examinou e pediu uma radiografia. Logo veio o diagnóstico da displasia coxofemoral, doença que provoca má formação na articulação do quadril.

“Foram receitados medicamentos e mesmo assim a melhora não foi significativa. Como a Karusna já é velhinha, não é recomendado fazer cirurgia”, explica. Por conta disso, foi indicada a acupuntura, que tem ajudado muito no problema.

“Além disso, controlo a alimentação, as brincadeiras e colocamos tapete de borracha em alguns cômodos sobre o piso liso para facilitar a caminhada”.

A doença pode acometer todos os cães e atingir as duas articulações do quadril. “Imagine que o animal está passando por um crescimento ósseo rápido e o mesmo não acontece com a musculatura. Essa hipotrofia (perda da força ou do volume muscular do corpo) favorece uma frouxidão e instabilidade no encaixe entre a cabeça do fêmur e o acetábulo, estrutura óssea localizada no quadril, ocasionando dor ao andar e dificuldade de locomoção”, esclarece Marja Tani Catelan, veterinária do Centro Médico Veterinário Vida Animal.

A enfermidade, que diminui a qualidade de vida dos animais e, como dito, causa-lhes dor e dificulta a sua locomoção, é genética. Porém, há outros fatores que podem agravar a doença como a obesidade, o acesso a pisos lisos ou escorregadios e alguns hábitos ativos como de saltar.

A única e melhor maneira de diminuir os casos de displasia coxofemoral é a não reprodução de cachorros que apresentem a doença. “O que ocorre hoje ainda é a falta de cuidado de alguns criadores que não levam os animais adultos para realizar o exame radiográfico. Com isso, acontece o cruzamento de pets afetados”, explica o veterinário Wanderley Severo dos Santos.

Na hora de comprar um filhote, principalmente se a raça tiver predisposição, é fundamental pedir ao criador laudo radiográfico dos pais atestando que o quadril não possui displasia.

Com isso, diminui consideravelmente a probabilidade de apresentar a doença no futuro. Já em relação aos animais SRD (sem raça definida) ou sem procedência conhecida, é importante realizar check-ups periódicos com o veterinário, principalmente se o porte dos peludos forde médio a grande.

Retirado de Revista Meu Pet Ed. 26

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