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Bichos ajudam pessoas a superarem medos e doenças

Publicado em 18 de Sep de 2017 por Victoria Bassi Comentar

Cães, gatos e pássaros podem ser ótimos terapeutas auxiliando pessoas a superarem medos e também doenças. Veja

Texto Magdalena Bertola | Foto Divulgação | Adaptação web Victoria Bassi



Quem ama os animais sabe como é difícil vê-los doentes, amuados e cansados. Fazemos de tudo para ajudá-los a superar problemas, psicológicos ou físicos, não é mesmo? E a recíproca é mais que verdadeira! Muita gente, quando está doente, percebe que os mascotes ficam mais próximos, cuidadosos e carinhosos até que o problema de saúde passe. Foi por meio da observação desse tipo de interação que surgiu a Terapia Assistida por Animais, chamada de TAA. Esse método, que vem sendo muito usado nos últimos tempos mundo afora, tenta usar os benefícios da relação homem/animal para amenizar várias doenças.

De fato, um estudo feito pela American Humane Association afirma que crianças diagnosticadas com câncer aceitam mais facilmente o tratamento e a hospitalização quando são submetidas a esse tipo de assistência, e as internadas em hospitais dizem que se sentem “em casa” quando passam a conviver com os pets. A organização sem fins lucrativos Paws for People, de Delaware (EUA), uma das primeiras a ter terapeutas peludos, afirma que os pets trazem incríveis melhorias aos seres humanos, como diminuição da pressão arterial, solidão, ansiedade, aumento das capacidades motoras, além de liberar as famosas endorfinas para os seus pacientes. Todo esse conjunto de benefícios ajuda a combater as doenças ou ao menos reduzir dores e fadigas.

ONG de São Paulo trabalha com terapia para pacientes de todas as idades

A ONG Patas Therapeutas, de São Paulo (SP) conta com voluntários e pets das mais diversas espécies. “Não trabalhamos só com cães, mas com gatos, pássaros e até coelhos. Os voluntários também podem ou não ter animais”, afirma entusiasmada Silvana Fedeli, fundadora da instituição.

Cada proprietário é responsável pela saúde do seu mascote, que precisa estar com a carteira de vacinação em dia. O comportamento do peludo também é um fator importante e é checado por uma comportamentalista da própria organização. Para fazer parte da equipe, o animal deve ter um temperamento dócil, amigável e, claro, controlado, para que não haja nenhum problema durante a interação com os pacientes.

As doenças que acometem as crianças abordadas por Silvana e sua equipe vão desde a nefrologia, câncer, hematologia e até alergia. “Já com idosos, tratamos dos problemas senis, como Alzheimer e Parkinson”, diz. O Patas também faz tratamento com acidentados na ala de ortopedia da Santa Casa de São Paulo (SP), auxiliando no tratamento fisioterápico dos pacientes.

Método com animais ajuda a transmitir a sensação de acolhimento

Para Silvana, quando os focinhos e bicos dos fofos mascotes estão nos hospitais ou casas de repouso, a socialização e satisfação entre todos os pacientes aumenta visivelmente. “Na internação, a pessoa passa por muitas privações e acaba deixando a vida dela fora do hospital. Então, quando os animais entram nesse ambiente tenso, eles trazem um resgate do mundo externo, um acolhimento que ajuda as pessoas a atravessarem esse momento de maneira mais segura e confortável”, completa a fundadora.

Já a Pet Terapeuta, apesar do nome semelhante ao da instituição apresentada, localiza-se em Porto Alegre (RS) e em vez de ser uma ONG, é uma empresa limitada de Karina Schutz, psicóloga, que trabalha com recreação e faz atividades com animais, sem um foco terapêutico. A terapia, na verdade, é feita no consultório onde ela atua e usa da TAA para tratar de alguns problemas como fobias, transtornos psicológicos e falta de socialização.

A psicóloga trabalha com seus próprios bichos – cinco cães, três calopsitas, dois coelhos e um papagaio – para atender pacientes idosos, crianças em condição de vulnerabilidade em APAEs (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), dependentes químicos e seus familiares. Cada um dos mascotes tem um “público específico” na hora da recreação e da terapia. “Se vou encontrar com crianças hiperativas, levo o cão Phantom, um Pastor, que é mais agitado e brincalhão. Se é com idosos ou criança que quer colocar no colo, então opto pela Faith, uma vira-lata que é bem mais calma e delicada.” Por fim, ela enfatiza que também faz um trabalho de conscientização ambiental em várias escolas.

Revista Meu Pet Ed.30

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